Solenidade de posse da nova diretoria do Sinmed-MG foi marcada por agradecimentos e esperança

A solenidade de posse da diretoria eleita para o triênio 2016-2019, presidida pelo pediatra Fernando Mendonça, aconteceu no dia 1º de julho. Cerca de 300 pessoas entre diretores, familiares, convidados e funcionários do sindicato participaram do encontro, realizado na Associação Médica de Minas Gerais.

Em seu primeiro discurso como presidente, Fernando Mendonça disse que, só por um dia, iria se permitir não falar dos problemas, de crise, de déficit na saúde e sim lembrar que esse era um momento muito especial de sua vida: “Hoje as minhas palavras são de gratidão, de esperança e de alegria”.

Agradeceu a presença de todos e especialmente aos familiares presentes, “com os quais serão divididos momentos de felicidade, mas principalmente de preocupação e tensão”: “Sem a base sólida da família, essa caminhada seria muito mais pesada”, afirmou. Agradeceu também às entidades parceiras e à toda categoria médica.

E falou de seus sentimentos em relação ao novo momento: “Se o desafio de presidir uma entidade como o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais é grande, também o é a esperança que sinto quando olho para cada um de vocês e tenho a certeza que eu não estou sozinho nesse caminho”.

Como último ponto, o presidente abordou a grande satisfação que sentia pela oportunidade de presidir o Sinmed-MG – “uma emoção que não dá para medir em números”, resumiu. “Essa alegria nos fortalece e nos dá a certeza de que daqui a três anos, contando com a ajuda dos colegas, das entidades parceiras, da sociedade civil, de toda a categoria médica teremos contribuído para que haja mais respeito com a nossa profissão e, muito mais do que isso, para a construção de um sistema de saúde que seja bom para nós, médicos, mas também para a sociedade. É essa alegria que me dá a certeza de que ao terminar essa caminhada teremos muito mais vitórias do que derrotas para comemorar.”

Ao se despedir da presidência, Amélia Pessôa lembra a emoção de participar dos 45 anos do sindicato

Em seu discurso de despedida da presidência do Sinmed-MG, cargo que ocupou no período 2013-2016, Amélia Pessôa lembrou um dos momentos que considera mais marcantes na sua gestão: a comemoração dos 45 anos do sindicato, em junho passado, quando foram prestadas homenagens aos antigos presidentes da entidade.

Ao falar da sua gestão, disse que foram três anos de muitos desafios, vencidos com determinação e uma equipe dedicada e comprometida com as lutas da saúde e da categoria médica.

“Apesar do cenário desfavorável, decorrente da situação econômica e política do país, obtivemos conquistas importantes como impedir o fechamento de unidades, manter equipes principalmente no interior e região metropolitana e renegociar planos de carreira. Para que não houvesse retrocessos, a postura do sindicato sempre foi firme na defesa das conquistas e direitos já obtidos”.

Destacou o profícuo relacionamento com as entidades irmãs – Associação Médica de Minas Gerais e Conselho Regional de Medicina e agradeceu a parceria de instituições como a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Câmaras Municipais, Ministério Público, Tribunal de Contas, Credicom e Fencom.

“Hoje celebramos um novo e promissor ciclo que se inicia com a gestão do dr. Fernando Mendonça. Agradeço imensamente aos diretores que trabalharam comigo, aos delegados sindicais, aos nossos colaboradores e principalmente aos médicos que acreditaram e acreditam no poder da entidade. Que o novo tempo seja de união, para que juntos, entidades, médicos e sociedade, possamos trilhar um caminho de valorização da saúde e da assistência, para um mundo melhor”, finalizou.

 

Saudações da mesa tiveram como foco a união das entidades

Compuseram a mesa solene do evento o presidente eleito, Fernando Mendonça; a ex-presidente Amélia Pessôa; os presidentes da Associação Médica de Minas Gerais, Lincoln Lopes Ferreira; do Conselho Regional de Medicina, Fábio Augusto de Castro Guerra; da Federação Nacional das Cooperativas Médicas, Eudes Magalhães Júnior; Hermann Alexandre Vivacqua von Tiesenhausen, 1º secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM); Wilson Wanderlei Vieira, vice-presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL) e Marília de Azevedo Janot Guerra, secretária municipal adjunta de Saúde da PBH.

Após a palavra da ex-presidente Amélia Pessôa, a mesa saudou os presentes. A secretária municipal adjunta de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte, Marília de Azevedo Janot Guerra, lembrou que o Sindicato dos Médicos e a Secretaria Municipal de Saúde têm mantido um diálogo constante e respeitoso, “fundamentais para superar os desafios que hora se põem”.

Ressaltou que tanto a gestão como a categoria médica têm conseguido vários resultados, sendo o mais recente a aprovação da reestruturação da carreira dos servidores municipais da categoria médica: “Tenho certeza que a continuação dessa interlocução se dará agora na gestão do dr. Fernando. Quero desejar a todos sucesso nessa etapa e que consigamos juntos o objetivo comum de melhorar tanto as condições de trabalho como a assistência à saúde no município de Belo Horizonte”, finalizou.

Wilson Wanderlei Vieira, da Confederação Nacional das Profissões Liberais, deu boas-vindas ao retorno dos médicos à CNPL e colocou a entidade à disposição dos médicos mineiros: “A confederação recebe os senhores de braços abertos e, nessa oportunidade, queremos parabenizar pelo trabalho já realizado e aos que estão entrando, desejando muito sucesso nessa luta que sabemos bastante árdua”.

Os demais componentes da mesa ressaltaram o sucesso da gestão Amélia Pessôa, a confiança no trabalho do novo presidente e a disponibilidade para continuar a parceria com o Sindicato dos Médicos. Hermann Tiesenhausen, do CFM, ressaltou a certeza de que mesmo com a grave situação que o país atravessa, a nova gestão, tal qual a anterior, vai ser de sucesso, "visto que as entidades médicas em Minas Gerais estão de braços dados na defesa dos direitos da categoria”.

Após elogiar o trabalho de Amélia Pessoa, o presidente do CRMMG, Fábio Guerra, também lembrou as dificuldades do momento na questão da defesa profissional, da medicina e da saúde: “Não podemos diminuir os nossos esforços. Só assim vamos conseguir avançar e colaborar para sair dessa situação que a saúde se encontra hoje no Brasil. Tenho certeza que a união entre as entidades médicas, que hoje é bastante caracterizada aqui em Minas Gerais e reconhecida nacionalmente, é uma das formas que nós temos para trabalhar essas questões”, afirmou.

O presidente da Associação Médica, Lincoln Lopes, lembrou as palavras de Afonso Romano Santana sobre a pluralidade de Minas: “Dentro dessa pluralidade conseguimos construir um consenso que permeia hoje as nossas atividades. O movimento médico em Minas Gerais constitui-se hoje num porto seguro, em que cada entidade tem plena clareza do seu papel e do respeito e consideração com as demais entidades”, afirmou.

Eudes Magalhães, presidente da Fencom, afirmou que estava ali para trazer o apoio das cooperativas médicas na defesa do trabalho médico: “O país vive um momento de revisão dos seus valores e de reconstrução. Isso exige unidade para olhar o conjunto acima dos nossos interesses pessoais. Felizmente, aqui em Minas temos uma experiência importante de parceria entre as entidades médicas, um trabalho que deve ser continuado e levado a todo o país neste momento de tão grandes desafios, nunca perdendo de vista o nosso maior interesse que é o cuidado com a nossa sociedade”.

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Regina Perillo