MOV: Sinmed MG e entidades médicas discutem falta de médicos e outros problemas da Unidade

Comunicado à imprensa
Em defesa da Maternidade Odete Valadares (MOV), Sinmed-MG e entidades médicas se reuném amanhã, 6 de março, 3ª feira, para discutir a falta de médicos e outros graves problemas da Unidade


Preocupados com a falta de médicos na Maternidade Odete Valadares (MOV) e os constantes plantões descobertos que compromete cada dia mais o atendimento à população, a diretoria do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) e das demais entidades médicas mineiras como o Conselho Regional de Medicina (CRMMG), Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), Sociedade Mineira de Ginecologia (SOGIMIG) reúnem-se AMANHÃ, 6 de março ( 3ª feira), às 17h, na sede do Sinmed-MG, para propor soluções em defesa da MOV.
A reunião também contará com a presença de representantes da Sociedade Mineira de Pediatria (SMP) e diretoria da Maternidade Odete Valadares.
Na semana passada, o Sinmed-MG denunciou à imprensa o caos na MOV, após relatos dos médicos da Unidade contando que o hospital terá 25 plantões descobertos, no mês de março. Para se ter uma idéia, o plantão do dia 27 de fevereiro já demonstrou a gravidade do problema: apenas um médico estava no plantão para atender toda a demanda.
O grande problema da falta de médicos na MOV é a não fixação de profissionais, pois eles estão cada vez mais desestimulados a trabalhar 12 ou 24 horas no plantão, com sobrecarga de atendimentos e baixa remuneração. A média salarial de um plantão de 12 horas é atualmente de R$ 1700.
Desde 2009, a Maternidade está funcionando com equipes incompletas e por isso muitos pediatras, obstetras e anestesiologistas estão fazendo plantões extras e cobrindo os "buracos" nas escalas de plantão. Além disso, no início deste ano, 2 obstetras pediram demissão e outros 3 estão ameaçando abandonar a instituição. Para atender o número de pacientes que passam pela Maternidade todos os dias, seria necessário, aproximadamente, um mínimo de 15 obstetras e pelo menos 8 pediatras.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Cristiano da Matta Machado,destaca que o sindicato vai continuar pressionando os gestores para mudar esta situação caótica. "Estamos buscando parceria com as demais entidades médicas, para unir forças e criar estratégias que mostrem que os problemas são urgentes e precisam de uma postura concreta por parte da FHEMIG", destaca.
No último ano, o sindicato já realizou mais de seis assembleias e várias reuniões entre médicos, diretoria do sindicato e Fhemig e até agora, nenhuma proposta concreta foi apresentada pelos gestores. Além disso, vários ofícios foram encaminhados pelo Sinmed-MG, pedindo uma posição em caráter de urgência, antes que a maternidade feche as portas.


Médico da Unidade registra os problemas em boletim de ocorrência

Cansado de tantos problemas e nenhuma solução para melhorar as condições de trabalho na MOV, um médico plantonista chegou até a registrar, no último dia 27 de fevereiro, um Boletim de Ocorrências (BO) para denunciar o drama de um plantão sem médicos.
Segundo o médico, "fica declarada a minha insatisfação e indignação com esta situação caótica em que se encontra a MOV e consequentemente a saúde pública no estado". Conclui que se nada for feito, "esta instituição acabará fechando as portas para mulheres e gestantes de alto risco".
O Sinmed-MG também continua mantendo no hospital os livros de ocorrências para que os profissionais possam preencher com os relatos das dificuldades e adversidades enfrentadas no dia-a-dia da maternidade, conforme já foi divulgado para a imprensa.

AGENDA

Reunião entre entidades médicas: Sinmed-MG, AMMG, CRMMG, Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), Sociedade Mineira de Ginecologia(SOGIMIG) e diretoria da MOV.

Data: 6 de março- 3ª feira - 17h

Local: Sinmed-MG - Rua Padre Rolim, 120- São Lucas
Assunto: Discutir os problemas da MOV

 

 

 

 

Rosângela Costa