Lei seca reduz operações de resgate do Samu

Informações enviadas por 14 unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Ministério da Saúde indicam uma redução de 24% nas operações de resgate desde a entrada em vigor da lei seca, que tornou mais rigorosa as punições aos motoristas que dirigem depois de consumir bebidas alcoólicas.
    
O Samu que opera em Niterói, no Rio de Janeiro, registrou queda de 47% nos resgates, região onde vivem 1,8 milhão de pessoas. No Distrito Federal, com cerca de 2,5 milhões de habitantes, os atendimentos reduziram em 40%. Em terceiro lugar, com 35% de queda, ficou o Samu de Porto Alegre, que atende a 1,4 milhão de pessoas. Em Belo Horizonte houve pequena diminuição nos atendimentos do SAMU, de 577 ocorrências em junho, para 545 até o dia 5 de julho. Mas segundo a Secretaria Municipal de Saúde este fenômeno ocorreu também por ser período de férias.
    
Os acidentes de trânsito, segundo o Ministério, têm um peso significativo nos atendimentos do Samu, e com a redução dos acidentes, o serviço pode agilizar os atendimentos a ocorrências de outras naturezas, como casos de mal súbito, intoxicação, partos e queimaduras.

O Ministério da Saúde informou que as 14 unidades do Samu cobrem 25,3 milhões de pessoas.

O MS está fazendo o levantamento nos 144 Samu implantados em 1.150 municípios, para medir a eficácia da lei seca na redução dos acidentes de trânsito.
    
    
Fonte: Agência Brasil e SMSA- BH