Atendimento cai 15% no HPS/BH com Lei Seca

Luciana Melo

O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), em Belo Horizonte, registrou queda de 15% no atendimento a vítimas de acidentes de trânsito desde o início do mês. A Lei Seca entrou em vigor dia 20 de junho. Os números foram levantados pelo setor de estatística do hospital e vão ser encaminhados ao Ministério da Saúde para estudos sobre a nova legislação. A média de 52 vítimas de acidente, por dia, caiu para 46.

O diretor do HPS e do complexo de urgência e emergência da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), Antônio Carlos Martins, comemora o resultado. “Como somos um hospital que atende a maioria das vítimas de acidentes de trânsito, podemos perceber que há uma relação direta com o consumo de álcool e a ocorrências desses desastres. A nova lei é um avanço e já serviu para reduzir o número de atropelamentos, batidas e capotamentos”, afirma o diretor do HPS.   A embriaguez de um motorista pode não só matar como também deixar graves seqüelas. Incapacidade para o trabalho, custos para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Sistema Único de Saúde (SUS) e danos para toda uma família são ônus pagos pela combinação álcool e volante. “Muitos podem não morrer devido ao acidente, mas ficam em estado vegetativo e nunca mais vão ser aptos para o trabalho. Vários jovens arruinam suas vidas por causa de uma noite ou uma dose a mais. Com a Lei Seca, só temos a ganhar. Estamos nos conscientizando para preservar a vida”, diz Antônio Carlos.   Fonte: Estado de Minas - 18/07/2008