Teste rápido anti-HIV é realizado na SP Fashion Week

O ministro da saúde, José Gomes Temporão, inaugurou o estande da campanha de mobilização "Fique Sabendo", do Programa Nacional de DST/Aids, durante o evento de moda São Paulo Fashion Week (SPFW), na capital paulista. No espaço, o público que passar pelo Pavilhão da Bienal no Parque do Ibirapuera até 23 de janeiro poderá fazer o teste rápido para diagnóstico do vírus da aids. A coleta do sangue é feita no local e o resultado entregue em até 30 minutos. Na abertura das atividades, a jornalista de moda Glória Kalil e o próprio ministro se submeteram ao exame para dar o exemplo à população.   "O Ministério da Saúde estima que 250 mil pessoas no Brasil sejam portadoras do HIV e desconheçam por nunca terem feito o exame. Quanto mais cedo se faz o teste, melhor o tratamento e melhores os resultados desse tratamento", alertou o ministro.   Temporão ressaltou que, além de mais prático e rápido, esse teste tem a mesma eficácia do tradicional. "Continuamos com o exame tradicional em todo o país — cujo resultado sai em cerca de 30 dias — e gradualmente vamos introduzindo o teste rápido. Neste ano, vamos distribuir 3,3 milhões desses novos testes, mais que o dobro do que dispusemos no ano passado", disse.   O ministro destacou, ainda, que o teste é integralmente produzido no Brasil, por meio de uma parceria entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a Universidade Federal do Espírito Santo.   O resultado do teste rápido para diagnóstico do vírus da aids é confidencial e anunciado por uma equipe profissionais de saúde especialmente treinados.   Como é feito o teste rápido?   Os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. O sangue é colocado nas filipetas dos dois kits: o Bio-Manguinhos, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o Rapid Check, desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).   Para chegar ao resultado, o profissional que o realiza observa um fluxo padrão determinado cientificamente. Se os dois kits tiverem os mesmos resultados, o diagnóstico já é fechado. Em caso de discordância, é feito outro teste com um terceiro kit para confirmação. Assim, o resultado oferece a mesma confiabilidade dos exames convencionais e não há necessidade de repetição em laboratório.   Fonte: Portal Saúde – 19/01/2009