Segmentos buscam consenso para a redução de cesáreas desnecessárias

 

A Comissão de Parto Normal do CFM, que trabalha em conjunto com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), decidiu, nesta quarta-feira (21), traçar um Plano de Intervenção com o objetivo de estabelecer a participação de outros atores na comissão.      A decisão de estabelecer este plano sucede a realização do Fórum sobre Atendimento ao Parto na Saúde Suplementar, em dezembro do ano passado, cujo objetivo foi ampliar a discussão sobre o tema, levando-a a médicos, estudantes de Medicina, usuários de planos de saúde, operadoras e demais segmentos.      “Médicos, operadores e hospitais têm, sem dúvida, visões diferentes, mas temos que chegar a um consenso para a redução de partos cesáreos desnecessários”, afirmou o conselheiro representante do Rio de Janeiro, Aloísio Tibiriçá.      De acordo com a Comissão, entre os novos atores que poderiam ser inseridos estão hospitais, operadoras e anestesiologistas. Essa participação poderia ocorrer, dentre outras maneiras, em caráter consultivo.      O presidente da Comissão, José Maia Vinagre, destacou que os esforços devem ser orientados em direção ao bem-estar dos pacientes. “O ator principal é a mulher”, lembrou.      Para o conselheiro representante de São Paulo, Clóvis Francisco Constantino, é preciso levar em conta a realidade atual, na qual a realização de partos normais no setor suplementar é dificultada por uma série de fatores. “Não adianta mostrarmos os benefícios do parto normal se não criarmos condições para que ele ocorra”, disse.     O conselheiro Aloísio Tibiriçá reforçou esse posicionamento: “Precisamos de condições para o médico operacionalizar a influência positiva que pode gerar a respeito do parto normal e a realidade atual não proporciona isso”, ressaltou.      O Plano, cuja estrutura será montada inicialmente pela ANS e a Febrasgo, deve ser aprovado pela Comissão na próxima reunião, marcada para 5 de fevereiro, na sede do Conselho Federal de Medicina.      Participaram da reunião também os conselheiros Pablo Chacel e Edilma Albuquerque, a representante da Febrasgo, Lucila Nagata; do Cremesp, Krikor Boyaciyan e os representantes da ANS, Martha Oliveira, Karla Coelho e Heitor de Freitas.   Fonte: Portal Médico – 22/01/2009