Campanha social do Sinmed-MG em defesa da saúde mental mobiliza acadêmicos, médicos e sociedade



O projeto mensal do Sinmed-MG que aborda temas sociais de interessante relevante para médicos, acadêmicos e sociedade em geral continua. Neste mês de março, o sindicato abraça a campanha social em defesa da saúde mental, tendo em vista os alarmantes números de crescimento da depressão, stress e suicídio nesse grupo.

Este é um assunto que se discute há anos, desde a década de 60, mas muitas vezes envolto por um tabu. No meio médico, pesquisas revelam que desde 1976 já havia estudos científicos no mundo todo falando sobre suicídios entre estudantes de medicina e os residentes (médicos recém-formados que estão se especializando).

Estudos realizados pela American Medical Association revelam que em 43 países há uma alta prevalência de depressão entre estudantes de medicina. De acordo com os dados coletados, cerca de 11% dos estudantes apresentam tendências suicidas e 27% tiveram quadros de depressão ou sintomas depressivos – o número é até cinco vezes maior do que a média da população geral para essa faixa etária. Desse grupo, apenas 16% procuram tratamento psicológico ou psiquiátrico.

Lamentavelmente, com a classe médica não é diferente. Profissionais de saúde que sofrem de doenças mentais relatam um enorme preconceito dos médicos em geral. Mesmo que os médicos tenham conhecimento sobre doenças mentais e entendam o que a falta de tratamento pode causar, eles acabam tendo as mesmas atitudes que o público em geral.

As pressões do dia-a-dia, o stress, a cobrança e o perfeccionismo, além da busca incansável pela perfeição levam as pessoas ao adoecimento e como último recurso, para quem acredita que a morte é o melhor caminho para aliviar o próprio sofrimento.

O Sinmed-MG quer alertar que a saúde mental é essencial para mudar esta trajetória e não chegar ao caminho do adoecimento e morte. Cuidar da mente reflete no corpo e nos torna mais felizes e capazes de superar os obstáculos.

Por isso, este mês vamos trazer o alerta para a vida, colocando em debate um tema que foi envolto de tabus por muitos anos e não divulgado na imprensa. O objetivo é fazer um alerta para que as pessoas percebam a importância de tomarem consciência das próprias emoções, necessidades, decisões e relações interpessoais. E que aprendam a dividir seus medos e tristezas, falando sobre o assunto e buscando ajuda adequada.

 

 

 

 

 

 

 

 

Rosângela Costa - jornalista sênior - MTB 11320/MG