Paralisação e protesto dos médicos do estado em 9 de novembro- REPERCUSSÃO NA MÍDIA

A paralisação e protesto dos médicos do estado na manhã desta 5a feira, 9 de novembro, mobiliza médicos e aciona a imprensa mineira para a cobertura.

A categoria reuniu na porta do HPS João XXIII junto com diretores do Sinmed-MG para protestar contra o parcelamento e atraso dos salários dos servidores e a falta de estrutura nas unidades de saúde. Segurando faixas com dizeres como "PIMENTEL CADÊ O DINHEIRO DA SAÚDE?" ; SAÚDE AGONIZANDO E PIMENTEL PASSEANDO!  e distribuindo panfletos à população, a categoria busca mudar a realidade triste das unidades e hospitais.

 

Acompanhe abaixo parte da cobertura da imprensa

Portal G1

Servidores estaduais e municipais fazem paralisação em Belo Horizonte

Funcionários do estado se manifestaram em frente ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Servidores municipais se reuniram em assembleia na Praça da Estação.

 

Funcionários da saúde da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e servidores do município de Belo Horizonte fizeram paralisação nesta quinta-feira (9).

A primeira categoria se manifestou em frente ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul, e, a outra se reuniu em assembleia na Praça da Estação, no Centro.

De acordo com o presidente da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), Carlos Martins, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos e assistentes sociais, por exemplo, participam do protesto. “Os setores que têm pacientes estão funcionando em escala mínima. Os que não têm pacientes, tiveram adesão total”, falou Martins.

Ele disse que os manifestantes fazem um bandeiraço e um apitaço em frente ao João XXIII. Ainda segundo ele, a movimentação faz parte de mais uma atividade em prol da campanha salarial. A categoria reivindica aumento salarial, pagamento do salário no quinto dia útil e garantia do 13º salário neste ano. Os manifestantes vão se deslocar até a Praça da Liberdade.

O Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais (Sinmed-MG) disse que problemas graves afetam o trabalho diário dos profissionais da saúde, entre eles, a falta de estrutura e o sucateamento das unidades. Segundo o sindicato, as equipes desfalcadas também comprometem o atendimento médico.

Ainda conforme o Sinmed-MG, os médicos das unidades foram orientados a atender casos de urgências e emergências. Às 19h, eles fazem uma assembleia na sede do sindicato para discutirem os rumos do movimento.

O Sinmed-MG informou que os profissionais que participam da paralisação são do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, do Hospital Infantil João Paulo II, da Fundação Hemominas, do Hospital Raul Soares, da Maternidade Odete Valadares, do Hospital Galba Velloso, do Hospital Julia Kubitschek e do Hospital Maria Amélia Lins.

O G1 entrou em contato com o governo do estado e aguarda retorno.

 

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RÁDIO ITATIAIA

Servidores estaduais da saúde paralisam atividades; apenas emergências são atendidas

Ouça na Íntegra:

 

Dezenas de servidores estaduais da saúde saíram em passeata da porta do Hospital Pronto-Socorro João XXIII em direção à Praça da Liberdade, ambos na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira. Eles protestam contra o sucateamento do setor no estado e cobram do governo de Minas reajuste e fim do escalonamento salarial, além do pagamento do 13º neste ano.

Os médicos da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Rede Fhemig) também aderiram ao movimento, atendendo somente urgência e emergência, mas não foram à passeata.

A diretora do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Flávia Loureiro, relata que são diversos os problemas enfrentados pelos profissionais. "A Rede Fhemig é antiga, então ela necessita de manutenção constante, que não está sendo feita de forma adequada. As escalas médicas são o maior problema nosso porque elas estão abaixo do mínimo necessário e sobrecarrega o profissional que está trabalhando."

Segundo ela, em todos os hospitais da rede há número insuficiente de médicos para cobrir licenças e férias. "Então eles usam o chamado plantão estratégico, que é o profissional de outro dia para cobrir esses desfalques, mas, mesmo assim, muitas vezes eles não conseguem porque o profissional não é obrigado a comparecer fora do dia do plantão dele", explica.

Nessa quarta-feira (8), o secretário de Estado de Planejamento de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, afirmou à Itatiaia que o governo ainda não tem dinheiro vai pagar o 13º salário dos servidores.

 

 






 

Rosângela Costa- jornalista sênior- MTB 11320/MG