Ato público dos médicos da Maternidade Odete Valadares



Dando continuidade ao movimento reivindicatório dos médicos servidores do estado, com o objetivo de denunciar as mazelas da saúde pública e a falta de respeito do governo com a categoria, profissionais da Maternidade Odete Valadares realizam nesta 3ª feira, 19 de dezembro, um ato público, em protesto ao descaso do governo Pimentel com os servidores, atrasando pagamento de salários, sem perspectiva para o pagamento do 13º e diante das péssimas condições de trabalho e atendimento para os hospitais da rede pública de saúde do estado

A MOV que é uma referência nacional no atendimento a gestantes e bebês de alto risco, pede socorro! Com 164 leitos ativos, a maternidade, atende a população carente de Belo Horizonte e Região Metropolitana, realizando em média, de 300 a 350 partos por mês.

Falta de estrutura e de equipamentos, equipes incompletas, sucateamento são alguns dos problemas comuns em todas as unidades da rede estadual, e também na MOV.

A fachada da MOV, na Avenida do Contorno – 9.494, no Prado, toda suja e descascada, com placas de identificação em completo abandono, rabiscadas e quebradas, já reflete a situação das instalações internas. Funcionando em um prédio com 62 anos de existência, o hospital, que foi criado como uma “casa de parto” e traz boas lembranças a tantas famílias, não atende hoje as exigências mínimas de segurança. A ausência de rampas para transporte das macas aos CTIs é um exemplo disso, situação que se agrava quando os elevadores têm algum problema. O ar condicionado também não funciona a contento.

Há grande quantidade de equipamentos e materiais diversos espalhados pelos corredores que, muitas vezes, parecem verdadeiros depósitos. Ao final de um corredor, uma sala de enfermagem, alocada ali por falta de espaço e para que pacientes não sejam desalojados.

Os médicos da unidade relatam o drama: faltam monitores, cautério, “foco” na sala de cirurgia, entre outros. Na unidade sucateada, são comuns os vazamentos e entupimentos, devido a graves problemas na parte hidráulica, que ainda é antiga.

A aparência geral das instalações é bastante precária, com portas estragadas, paredes envelhecidas e cadeiras rasgadas. Faltam materiais simples como copos e roupas de cama.

Plantões incompletos colocam a população em risco

Além dos problemas da falta de estrutura, a maternidade tem registrado constantes episódios de redução de profissionais, principalmente nos plantões de final de semana. Situação acompanhada de perto pelo sindicato, que imediatamente aciona a mídia para informar da situação.

A busca por apoio da sociedade e da imprensa visa dar um basta à situação e também dizer ao governador Pimentel que a saúde está sucateada e os grandes hospitais, como é o caso da MOV, está à beira do caos.