Paralisação de 24 horas dos médicos do HJK com ato público



Médicos do Hospital Júlia Kubistchek realizam PARALISAÇÃO de 24 horas AMANHÃ, 6 DE DEZEMBRO, com ATO DE PROTESTO

Categoria manifesta contra sucateamento no hospital, descaso do Pimentel com direitos dos servidores com atraso de salários e falta de previsão para o pagamento do 13º

 

 Os médicos do Hospital Júlia Kubistchek realizam, em 6 de dezembro (quarta-feira), paralisação de 24 horas, com ato público às 10h, em frente ao hospital (Avenida Dr. Cristiano Rezende, 2745 - Milionários). Durante esse período só serão atendidos os pacientes graves.

Dentre os motivos do protesto estão os parcelamentos e atrasos nos pagamentos dos salários que são a gota d`água de uma situação que inclui problemas graves na rede do Estado: falta de estrutura e sucateamento das unidades, equipes estão desfalcadas comprometendo o atendimento médico.

Além disso, médicos apontam outros problemas como a garantia do direito a promoção e progressão na carreira em tempo adequado, com pagamento imediato dos valores retroativos; recebimento integral do 13º salário no ano vigente; adequação do valor do adicional de insalubridade; concurso para previsão dos médicos e plano de carreira.

Hospital tem problemas graves mas gestão ignora

O HJK é referência estadual no atendimento de tisiologia e pneumologia, além de atuar como hospital geral. Também é referência em gestações de alto risco e na atenção integral aos pacientes com doenças neuromusculares. O setor de Urgência do hospital se destaca pelo alto número de atendimentos. É também referência secundária em gravidez de médio e alto risco, com serviços de assistência integral à saúde da mulher e da criança.

Dentre os problemas apontados acima pelos médicos e constatados pelo Sinmed-MG em visita realizada na unidade, descrevemos alguns deles a seguir:

-Apesar de ser referência em tuberculose o HJK não possui leitos suficientes de tratamento intensivo para isolamento respiratório. O único leito disponível no CTI é ocupado por isolamento de contato e não se consegue vaga para os pacientes tuberculosos, que acabam permanecendo em ventilação mecânica sem monitoramento adequado.

- Médicos da Unidade de emergência admitem pacientes com tuberculose em leito sem isolamento respiratório logo em frente ao descanso médico. Foi prometido pela diretoria técnica a mudança do descanso médico, com criação de novo leito de isolamento respiratório, porém não foi efetivado.

- Elevado número de pacientes em ventilação invasiva e não invasiva nas alas, com variados modelos de equipamentos. Não há fisioterapia no período noturno para readequação de parâmetros, realização de fisioterapia respiratória.

-Instalações sanitárias precárias no descanso médico do setor de internação.

- Falta de fibrobroncoscopio (o mesmo está estragado).

-Escalas médicas incompletas.

 

AGENDA:

PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS DO HOSPITAL JÚLIA KUBISTCHEK

6 DE DEZEMBRO - 4ª FEIRA

MANIFESTAÇÃO NA PORTA DO HOSPITAL ÀS 10H