Médicos do Ipsemg contestam anúncio da Seplag de não reajustar salário antes do fim da crise

26/03/2009

Mônica Salomão

A crise financeira mundial e o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal foram os argumentos mais usados para a negativa de reajuste do salário base durante reunião, no dia 19, de representantes da Secretaria de Estado de Planejamento de Planejamento e Gestão (Seplag) e do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) com diretores do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) e médicos da comissão de mobilização. Segundo o assessor da Seplag Carlos Sicoli, médicos e demais servidores do Estado só terão reajuste quando a crise financeira acabar e a arrecadação do governo voltar a aumentar.

A categoria, que recebe salário de R$ 1.050,00 para a jornada de 20 horas semanais, não concordou com as explicações apresentadas, e ressaltou que as negociações já se arrastam desde março de 2007, sendo muito anteriores à crise. “Comprovadamente, o salário inicial dos médicos do Ipsemg está muito defasado, inclusive em relação à Fhemig e Hemominas, instituições também administradas pelo Estado. Tememos que se não houver reajuste, a crise já vivenciada na saúde assuma o status de caos, com perdas significativas para o instituto e, principalmente, para os servidores”, explica Jacó Lampert, diretor do Sinmed-MG.

Demais reivindicações

Em relação às demais reivindicações que compõem a pauta encaminhada aos gestores em 11 de março, foram apresentadas as seguintes respostas:

Adiamento do início das obras no Hospital Governador Israel Pinheiro: Os gestores se comprometeram a apresentar parecer do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) antes do início das obras que, de acordo com o cronograma do Ipsemg, está previsto para maio;
Pagamento e manutenção das atividades realizadas com pró-labore: A Procuradoria do Estado, representada pelo procurador Danilo Castro, vai apresentar, em no máximo 15 dias, um parecer do decreto 44.980/2008 propondo a alteração da redação para colocar fim às dúvidas de interpretação do documento.  Os gestores afirmaram que todos os médicos que realizaram a atividade vão receber os honorários a que tem direito;
Reajuste do valor da consulta por pró-labore para R$ 30 e redução da tarefa básica: O diretor de saúde do Ipsemg solicitou ao diretor clínico levantamento das demandas de todas as clínicas antes de apresentar resposta;
Concurso público: O governo argumentou que está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e a publicação de edital para concurso só vai ocorrer quando a arrecadação do Estado aumentar;
Criação da comissão (Conselho Consultivo) para avaliar e acompanhar as mudanças que deverão ocorrer no Ipsemg: O diretor de saúde do Ipsemg disse que vai avaliar a questão antes de apresentar resposta;
Reposicionamento na carreira: Não apresentaram resposta.

A categoria volta a se reunir no dia 7 de abril, terça-feira, às 19 horas, para definir as próximas ações do movimento reivindicatório.

Fonte: Assessoria de Comunicação Sinmed-MG - 24/03/2009