Mais um caso de violência registrado hoje, 16 de abril, na Unidade de Pronto Atendimento Pampulha, preocupa o Sinmed-MG e amplia as estatísticas

16/04/2019

O registro de casos de violência e agressões nas unidades de saúde da Prefeitura de Belo Horizonte tornou-se uma rotina preocupante. O último caso aconteceu na manhã desta terça-feira, 16 de abril, quando o agressor quebrou vários móveis na UPA Pampulha, ameaçando médicos e profissionais do local pois não queria passar pela triagem, mas sim ser atendido antes dos demais pacientes.

O Sinmed-MG afirma que a ameaça à integridade física e psicológica dos médicos e profissionais tem sido preocupante e grave. Como entidade representativa desses profissionais, o Sindicato dos Médicos não é omisso e vai continuar a denunciar os casos de violência que afetam o atendimento à saúde da população e causa temor a todos que trabalham nesses locais.

Destacamos que as UPAs da PBH são as unidades que atualmente sofrem com a rotina difícil, marcada pela falta de profissionais, estrutura caótica, e situações de violências constantes.

Incansavelmente, abordamos os casos de agressões, assaltos e violência nas unidades de saúde da PBH, seja por meio de notas, documentos, reuniões e comunicado à imprensa mas a gestão parece não se preocupar efetivamente com o aumento das estatísticas.

Só neste ano, a prefeitura computou 101 ocorrências até o dia 9 de março, o que representa uma média de mais de um registro de violência por dia em 2019. Considera-se, neste caso, furtos, danos ao patrimônio, ameaças, atritos, desacatos, perturbação e até vias de fato. Foram quatro agressões físicas no período.

Na comparação com o ano passado, 2019 tem uma média superior de ocorrências. Em 2018, a capital mineira registrou 475 casos, uma média de 1,3 por dia contra 1,5 neste ano. Em todos os anos analisados, as situações mais comuns são de furtos.

Esse registro consta no “fluxo de abordagem dos episódios de violência nos serviços da SMSA de BH”; documento elaborado pela Mesa de Negociações do SUS (MESUS) de Belo Horizonte, com o objetivo de garantir orientações de condutas diante dos episódios de violência e registrar os casos ocorridos

O Sinmed-MG reitera que a saída para mais segurança nas unidades é a implantação de câmeras de segurança e vigilância, a presença física permanente de agentes de segurança nas UPAs e porteiros em todas as unidades de saúde. Mas a PBH parece ignorar essa necessidade e o índice de violência só vai ampliando!!!!

Apesar das diversas mobilizações e denúncias, o sindicato lamenta que a Prefeitura não tenha ainda resolvido este problema e teme que, sem segurança adequada, o pior possa acontecer com os trabalhadores da saúde e a população.


 Sinmed-MG, 16 de abril 2019

 

 

Rosângela Fernandes Costa - jornalista sênior - MTB 11320/MG