Sinmed-MG destaca: onda de arrombamentos pode intensificar sem a segurança eletrônica nos centros de saúde da PBH

19/10/2018



 Com o anúncio do término do contrato de segurança eletrônica nas unidades básicas de saúde da capital mineira, no dia 18 de outubro, o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) reforça preocupação com a possível intensificação de arrombamentos nos postos de saúde de Belo Horizonte.

O Sinmed-MG destaca que não concorda com a medida da gestão já que sem contrato e previsão de nova licitação para segurança eletrônica os  casos de arrombamentos noturnos tendem a aumentar ainda mais.

Também nos causa indignação a declaração de Kalil para a imprensa, neste 19 de outubro, afirmando que “ os casos de violência em postos de saúde de Belo Horizonte não serão resolvidos com a contratação de novos agentes”. Segundo o prefeito, ele “não trocará médicos e remédios por soldados" e “se a violência continuar ele pode até fechar um posto ou trocar por outro ”.

Entendemos que não se pode substituir médicos, pois essa é uma prioridade para melhorar o atendimento à população que sofre com a desassistência em muitas regiões, mas consideramos que a presença de porteiro nas unidades de saúde é essencial para o controle do fluxo de pessoas e pode evitar que as unidades sejam vulneráveis para trânsito de qualquer usuário, sem nenhum tipo de controle.

Como temos reforçado desde 2017, em reuniões com a gestão e nas denúncias à imprensa, é urgente a implantação de câmeras de segurança e a presença física permanente de agentes de segurança nas UPAs.

Apesar das diversas mobilizações e denúncias, o Sinmed-MG lamenta que a Prefeitura não tenha resolvido este problema e teme que, sem a segurança adequada, o pior possa acontecer com os trabalhadores da saúde e a população.

 

Rosângela Fernandes Costa - jornalista sênior - MTB 11320/MG