Sinmed-MG repudia a falta de segurança e violência em mais uma unidade de saúde de Betim

28/12/2017



O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) reafirma seu repúdio contra a constante violência e falta de segurança nas unidades de saúde de Betim. Desta vez, mais dois episódios aconteceram numa mesma UBS- Dom Bosco, que foi arrombada durante as madrugadas dos dias 23 e 26 de dezembro e na qual os bandidos arrombaram a porta, levaram materiais como seringas e agulhas, pertences pessoais que estavam nos escaninhos dos funcionários além de alguns eletroeletrônicos da unidade.

O Sinmed-MG destaca que nesta unidade, essa é a terceira vez no ano que ocorreu ações como essa que deixa os médicos e outros funcionários temerosos de trabalhar na unidade e em outras. Além disso, indagamos quais serão as medidas de segurança adotadas pela prefeitura, já que não há câmeras instaladas conforme prometido.

Neste ano, o sindicato já denunciou outras ocorrências de insegurança relatada pelos médicos como foi na UBS Vila Cristina e UBS Novo Amazonas, nos quais foram assaltados e ameaçados por bandidos. Outros casos, já divulgados na mídia, referem-se às unidades Laranjeiras e Maternidade Pública.

O sindicato destaca a preocupação com a situação já que, levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em junho, aponta que Betim é a cidade mais violenta em Minas Gerais, com uma taxa de homicídio de 51,5 a cada 100 mil habitantes. O estudo, que analisou os números e as taxas de homicídio no país entre 2005 e 2015, foi divulgado nesta segunda-feira (5) no Atlas da Violência 2017.

O Sinmed-MG informa que está solicitando à gestão medidas de controle da violência nas unidades de saúde para garantir segurança para os profissionais. O sindicato vai acompanhar de perto e cobrar uma solução.

 

Sinmed-MG, 28 de dezembro de 2017.

Rosângela Costa- jornalista sênior- MTB 11320/MG