Médicos do Estado mantêm movimento e estudam novas estratégias de mobilização. “Caixa Zero” foi aprovado

10/11/2017

Reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, ontem, dia 9 de novembro, no Sinmed-MG, médicos do estado decidiram manter a operação “Caixa Zero” como estratégia de luta.

O “Caixa Zero” consiste no não preenchimento por parte do médicos das guias de internação e de exames de alto custo. O Sistema de Gestão Hospitalar (SGH) também não será utilizado para a elaboração do prontuário e evolução do paciente. As medidas não prejudicam o atendimento à população, mas impactam financeiramente nas unidades.

Também foi definido que os médicos de cada unidade, entre elas o Hospital Pronto Socorro João XXIII, Hospital Infantil João Paulo II, Maternidade Odete Valadares, Fundação Hemominas e Hospital Julia Kubistchek farão reuniões para planejar as estratégias de mobilização nesses locais de trabalho, para sensibilizar o governo Pimentel.

As ações podem incluir, inclusive, paralisações, caso não sejam atendidas as principais reivindicações da categoria, tais como melhoria nas condições de trabalho e pagamento em dia dos salários. O sindicato espera ter um retorno sobre as reivindicações até o dia 20 de novembro.

Os médicos do estado enfrentam um completo sucateamento das unidades; escalas incompletas com sobrecarga de trabalho; falta de medicamentos por atraso nos pagamentos dos fornecedores; equipamentos obsoletos; falta de leitos para atendimentos dentre outros problemas que comprometem a assistência. Aliado às péssimas condições de trabalho, os servidores estão recebendo os salários de forma parcelada e ainda com atraso, e correm o risco de não receberem o décimo-terceiro em dia.

Durante a assembleia, a diretora de Mobilização, Ariete Araújo, fez um balanço do movimento no estado e as ações tomadas pelo sindicato, que inclui visitas a sete unidades da Fhemig, mais de 30 ofícios enviados, quase uma dezenas de reuniões com os gestores além de denúncias no Tribunal de Contas no Estado e abordagens com a imprensa.

A diretora relatou a reunião que teve dia 8 de novembro com a Fhemig, com alguns retornos sobre as pautas enviadas pelo sindicato – pauta geral e pautas específicas, entre eles: aceite da propostas do sindicato para o Plano de Carreira; abertura de concurso público com 1.500 vagas, sendo 300 para médicos; nomeações dos médicos concursados para o João Paulo II; plantão de sobreaviso na proporção de dois para um; acerto das férias-prêmios – processo foi iniciado com os aposentados; promoções – estão sendo feitas aos poucos.

Sobre os recursos para as unidades, informou que foram liberados R$6 milhões para o João XXIII; R$500 mil para a MOV e recursos para a continuidade das obras do Hospital João Paulo II. Segundo os gestores, os valores já foram disponibilizados para as unidades. Os recursos, segundo o sindicato não resolverm os problemas, só “maqueiam” a situação.

 

Belo Horizonte, 10 de novembro de 2017

Regina Perillo