Sinmed-MG recebe mais uma denúncia de violência em UPA de BH

07/08/2017



O Sinmed-MG recebe mais uma denúncia de de violência em unidade de urgência da capital mineira. Desta vez, o episódio aconteceu na UPA Leste, no dia 30 de julho, quando a unidade estava lotada de pacientes para serem atendidos.

 O médico relata que a UPA sofreu invasão de duas pessoas que fugiam de traficantes armados. Elas entraram na unidade, aos gritos, e uma delas escondeu-se na sala da cirurgia, na qual havia um médico atendendo paciente. A outra ficou escondida no segundo andar, próximo aos atendimentos pediátricos, causando tumulto e medo aos profissionais e usuários.

 O profissional médico destaca “... a guarda municipal não se encontrava na unidade, uma vez que o prefeito retirou a escolta das unidades de saúde que era realizada presencialmente. Somente após a chegada da guarda e da polícia pudemos ter uma sensação de segurança novamente”.

 E desabafa: “Apesar das nossas inúmeras solicitações, inclusive antes da mudança de localização da UPA, não há nenhuma barreira física, como um portão, que impeça o livre acesso de pessoas dentro da área de atendimento pelos profissionais, e este controle é realizado apenas por um porteiro e uma fita elástica que, por diversas vezes, não se encontra no local, fazendo com que nós, profissionais, com freqüência sejamos abordados por familiares e pacientes agressivos, cobrando atendimento imediato, atestados e altas”.

 Diante de mais um registro de falta de segurança, o Sinmed-MG reforça o “basta” a este caos que ameaça médicos e outros profissionais da saúde.

A situação é uma realidade que cresce sem que nenhuma providência seja tomada pela Prefeitura. Segundo levantamento realizado pelo Sinmed-MG, em parceria como Sindibel, só este ano foram mais de 50 denúncias de violência, envolvendo postos e unidades de urgência. Números que podem ser ainda maiores, visto que nem todos os médicos e servidores tornam público as agressões.

Desde a retirada dos porteiros dos centros de saúde e do serviço de “Posso Ajudar?”, a situação piorou ainda mais. Completando o quadro de verdadeiro abandono, este ano, já na gestão Kalil, a Prefeitura retirou a guarda municipal que atendia as UPAs, alegando falta de recursos. Com isso, os episódios de violência aumentaram ainda mais.

O Sinmed-MG, como porta-voz dos médicos e da sociedade, destaca que não vai ser passivo com toda esta insegurança que ameaça o atendimento à saúde da população. Portanto, vamos agir mais e tomar as providências necessárias para mostrar à Prefeitura que ainda há tempo de mudar esta realidade, antes que o caos se instale de forma definitivamente nas unidades da capital.

 

 

 

Rosângela Costa - MTB 11320/MG