03/02/2010

"SOS João XXIII pede socorro". Gestores concordam: médicos estão desvalorizados e ganham pouco

 

A decisão da última assembléia, dia 28 de janeiro, foi intensificar o movimento caixa zero. Recentemente várias mudanças ocorreram em postos-chaves: a secretaria de Saúde tem agora um médico à frente, Antônio Jorge Souza Marques; houve mudanças na direção da Fhemig, com a indicação do Foguinho; e o João XXIII ganhou um novo diretor, com a vinda de Eduardo Liguori Cerqueira. Muda a direção, mas vai mudar o tratamento?
 
No último mês, a direção do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) esteve reunida, em diferentes ocasiões, com os três novos dirigentes para tratar das reivindicações dos médicos do Estado. Nas conversas e discursos, todos eles concordaram que a questão dos recursos humanos, especialmente os recursos humanos médicos, é hoje o principal desafio do SUS, o grande gargalo do sistema. Não adianta só falar, é preciso fazer alguma coisa.
 
HPS João XXIII pode parar
 
Por decisão da última AGE, os médicos vão responder a uma enquete dizendo se aprovam ou não a paralisação do hospital. Depois de tentar tudo, quem sabe fechar as portas do João XXIII pode mostrar que chegou a hora de fazer alguma coisa?
 
O CRMMG esteve na última assembléia e declarou que os médicos têm todo o apoio do órgão, que estará presente para buscar um respaldo ético para qualquer decisão da categoria.   
 
 
Movimento repudia chefes de clínica que intimidam colegas
 
Durante as assembléias, são freqüentes as denúncias sobre atitudes intimidatórias de chefes de clínicas para que médicos e residentes preencham documentos, que por deliberação da categoria não devem ser preenchidos. Na última AGE, os médicos relataram que está havendo uma pressão muito grande, por parte do chefe da clínica de cirurgia plástica, para que eles preencham as folhas de sala.
 
Os médicos participantes do movimento declaram seu repúdio a esse tipo de atitude, que demonstra irresponsabilidade e falta de coleguismo. Vocês estão satisfeitos com os salários que recebem? Nós não!!!
 
Encaminhamento na triagem é privativo dos médicos
 
Vejam o parece do Conselho Regional de Medicina sob triagem envolvendo encaminhamento de pacientes em hospitais de urgência e emergência:
 
Pode o profissional enfermeiro encaminhar os pacientes que se enquadrem na cor azul do Protocolo de Manchester para atendimento nas Unidades Básicas de Saúde do município?
Não. O protocolo prevê somente a classificação para prioridade de atendimento.
 
Esse procedimento pode ser considerado triagem?
Sim. O atendimento de pacientes de unidades de urgência e emergência, com encaminhamento para outras unidades de atendimento, pressupõe exame, diagnóstico e conduta, atos de natureza eminentemente médica.
 
 
Para não ter dúvidas, trazemos novamente orientações sobre o movimento caixa zero 
 
 1- Não preencher as AIHs (Autorizações de Internação Hospitalar);  
 
2- Não preencher as guias de procedimentos de alto custo, quando realizados pela Fhemig; 
 
3- Os documentos que devem ser preenchidos são: prontuário e descrição de ato cirúrgico;folha de sala (somente os anestesistas, na parte relativa ao procedimento anestésico). Colocar apenas nome legível, assinatura e número do CRM. Não utilizar carimbo;
 
4- Não elaborar laudos suplementares;
 
5- Na solicitação de exames complementares, incluindo os de alto custo, preencher somente o impresso comum. Colocar nome legível, assinatura e número do CRM, sem carimbar. Observação: não anexar o impresso de alto custo à solicitação médica;
 
6-Não utilizar o software Alert:
preencher o prontuário do paciente com todas as informações pertinentes como identificação,   história clínica, exame físico, pedidos de exame etc;
fazer os pedidos de exames complementares em duas vias. Anexar uma ao prontuário
fazer as prescrições em duas vias no formulário padrão;
 
7- Intensificação do preenchimento do Livro de Ocorrências
 
 
 O JOÃO XXIII PODE PARAR. AJUDE A DECIDIR.
RESPONDA À ENQUETE E PARTICIPE DA PRÓXIMA ASSEMBLÉIA
11 de fevereiro - 18h30 - Sala dos Médicos

Fonte: Assessoria de imprensa Sinmed-MG- 03/02/2010